Diário de uma ‘yogui’ sofrida

November 12, 2009 by erica l.

A yoga tem sido muito, muito pesada. Nunca fiz um exercício tão intenso… mesmo não sendo referência para nada, afinal não sou beeem o tipo atlético, creiam em mim quando digo: hea-vy. Nunca suei tanto, vejo as gotinhas de suor brotando por toda parte, do dedo do pé até a testa. Pingaaando de suor. Detalhe: nada de ventilador ou ar condicionado, e janelas apenas semiaberta, e só porque tá muuuito calor e o professor resolveu ser bonzinho. Quando saio da aula, parece que entrei de roupa e tudo debaixo do chuveiro e saí muitoloka na rua assim mesmo. Uma coisa horrorosa. E o professor, pessoa estranha, ainda passa a mão no braço dos alunos, secando o suor alheio. Eca total. E hoje, como eu já não tinha mais por onde suar e liberar líquidos, comecei a chorar no meio da aula. Não, não cai em prantos, mas chorei consideravelmente. O melhor é que ninguém percebe, porque as lágrimas se misturam no suor e o rosto atinge um grau de vermelhidão considerável só com a prática. Que coisa difícil, man. E se é tão tão ruim assim, porque me sinto tão bem ao final da sessão de tortura? Terei tendências sm? Anyways, não sei se vou conseguir/querer continuar nesse ritmo eternamente não… Não é à toa que a saudação no início e no final da aula é a si mesmo, pelo esforço e por permanecer na prática. Yep.

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O melhor é ver a cara dos alunos da aula seguinte quando saímos da sala parecendo que estamos voltando da guerra… E a aula deles é ainda mais pesada que a nossa. I can’t imagine.

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“Nossa, essa foi a aula mais pesada que eu já fiz na vida”, disse uma das meninas. Apenas sorri, não me senti mais tão sozinha. Mas não consegui articular nada em resposta… bebi minha águinha, peguei minha bolsa e saí de fininho… Enquanto isso, dizia a atendente da escola: “ah, assim que é bom, vocês estão novinhas”. É…

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Eu comentei que só tem gente magra/forte/magra e forte na aula? Pois é. E tem também… eu.

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Sobre as cenas dos próximos capítulos, acabou que sou eu mesma quem vou pra tal viagem. Acho que ficou tudo bem, mas eu queria acreditar nisso com mais afinco, porque eu realmente gosto muito da tal menina . Ela parece não ter mudado comigo, mas anda muito cheia de cochichos pra lá e pra cá… pode ser mania de perseguição minha, culpa, essas coisas… ou não. Time will tell…

I’m back, i’m back, you know me…

November 5, 2009 by erica l.

Então minha carreira de vidente acabou mais rápido que caixa de bombom aberta em meu lar apinhado (palavra legal!) de familiares esganalhudos. Pois é, ainda demorei um cadinho pra voltar, mas cá estou, para alegria da criançada! Estou retomando aos poucos as atividades normais após as férias. Voltei semana passada para a terapia, essa semana para a tentativa de dieta, ontem pra yoga, hoje para o blog, e amanhã provavelmente começarei a levar a sério essa coisa de que já faz um mês que voltei ao trabalho, logo é hora de voltar a trabalhar de verdade. Mentira, já voltei a trabalhar de verdade, mas passei por umas duas semanas de ‘quero-fazer-nada-tira-esse-computador-da-minha-frente-e-que-se-exploda-a-reunião-e-o-mundo’, sabe como é?

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Então, já é tarde da noite, e proletárias como eu já deviam estar descansando suas carcaças cansadas e maltratadas há um bom par de horas, pelo menos. Mas minha alma atormentada continua aqui, desperta, encafifada (hoje tô que tô, hein?) com meu mais recente drama trabalhístico que se aplica à vida, ao universo e tudo o mais. O resumo da ópera é que estou em dúvida se estou querendo ser mais santa que o santo, ou se estou realmente fazendo a coisa certa. Na verdade, a dúvida já se dissipou, no momento em que apertei o ‘enviar’ e mandei um e-mail noturno para a chefa…

A questão é que surgiu a oportunidade de uma viagem trabalhística bacaninha… quer dizer, a viagem em si nem é grandes coisas, mas a oportunidade e o fato de ter sido escolhida para a bendita viagem foi sim, uma grande alegria. Tão grande que por uns longos minutos… horas… okei, um dia e meio, eu quis esquecer um pequenino detalhe: que era outra colega de trabalho quem deveria ir nessa viagem, a princípio, e ela ainda não está sabendo dessa ‘pequena’ mudança de planos. Depois de conversar com meu muy amado namorado, esse pequeno detalhe tomou as proporções devidas e decidi escrever pra chefa mandando ela reavaliar a decisão.

Fiquei na dúvida, pensei se minha companheira trabalhativa faria a mesma coisa no meu lugar, se eu não estava querendo ser correta demais em tudo, essa mania maldita e bendita ao mesmo tempo, mas decidi que esse era o melhor a ser feito mesmo. E apesar de meu namorado nunca entrar aqui (em compensação, outro dia ele ficou um tempão lendo e se divertindo horrores com o blog do João), eu queria deixar registrado o quanto é bom ter ao seu lado alguém que te faz ser uma pessoa melhor.

 Depois conto cenas dos próximos capítulos.

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Sobre o início do post da inveja (ando tão carregada de energias pouco ou nada positivas, não?) acho que, apesar de não ter dito nada, disse tudo que precisava. Que inveja é feio, que o que eu estava sentindo não era propriamente inveja, era recalque ou qualquer coisa nesse sentido. Só pra não deixar a ‘história’ pela metade, fiquei sabendo que um ser do passado que não considero lá muito talentoso, apesar de não o achar propriamente ruim, está trabalhando no Globo. E aí a primeira coisa que pensei foi: puxa, mas eles já foram mais exigentes, não? Depois vi que era puro recalque, principalmente porque eu não queria o emprego que ele tem. Questões mal resolvidas são um problema… Aliás, essa coisa toda de jornalismo é muito last week. A onda agora é, é comunicação institucional. Acho que to quase que totalmente decidida quanto a isso. Não vou nem comentar essa frase… ‘quase que totalmente decidida’… depois o globo é que já foi mais exigente… esse blog que já foi menos tosco… ou não… eu disse que não ia comentar… enfim!

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Fica trinta anos sem aparecer e me volta com um post gigante desses… mas é muito mala essa Érica mesmo…

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Dá liceeeeeeença, o blog é meeeeeu, esses post são tudo meeeeeeeu, tô postâaaaaando!!

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Erm… Segue uma imagem bem bonita da viagem de férias pra tentar compensar esse… essa… sei lá o que foi isso:

Entardecer_Veneza

Entardecer em Veneza. Foto do namorado, que é talentoso, bonitão, e gosta mais do blog do João (rimou!).

Trago a pessoa amada em 3 minutos

October 20, 2009 by erica l.

Post começado ontem:

“Milênios depois cá estou eu de volta, ainda não muito convencida de que esse post vai chegar ao final, mas tudo bem, “letra A, vamos começar…” e tudo o mais e tal e coisa.

A inveja é uma coisa muito feia, né não? Ainda mais quando não é inveja propriamente dita, mai”

Por aí fiquei, logo, “mãe Érica” acerta mais uma! Para consultas, favor entrar em contato e agendar previamente. Gracias.

Devo dizer, entretanto, que minha próxima previsão vaticina um post de verdade em breve!

Querido diário empoeirado…

September 5, 2009 by erica l.

Tempos que não apareço, né não? A vida anda muito trabalhativa! Isso até ontem, porque agora estou de f-é-r-i-a-s! Oh, yeah, babe, 30 dias inteiros sem visitar a avenida Brasil… e visitando lugares beeeem melhores! Vou passar 20 dias viajando, então isso aqui vai permanecer abandonado! Essa primeira semana fico moscando, descansando e planejando a super viagem… tentando não sofrer pela parte das 11 horas viajando em um avião… essas coisas prosaicas da vida!

A yoga vai bem, obrigada, o professor permanece fanfarrão, mas já me acostumei e até diria que simpatizo com ele. A terapia não vai, porque a psicóloga teve gripe suína e ficou à beira da morte… “Até padre apareceu lá na CTI…”, disse ela. Então nada de sessão já há um mês, mais ou menos. E eu não senti falta alguma. Talvez seja o mote para eu sair. Mas não sei se quero. Sei que não super preciso continuar, mas talvez seja bom… sei lá!

Aí eu tava lá yoga, em pleno shavásana (postura do cadáver), que é tipo um relaxamento ao final da prática, e cheguei à conclusão de que não é de avião que eu tenho medo – é da morte. Se eu tivesse certeza absoluta que aquela bodega fosse 100% segura eu não ia me importar em viajar todos os dias, se fosse necessário! Enfim, não sei se isso é uma coisa óbvia, mas foi tipo um estalo pra mim. Inclusive acho que, sei lá, 80% dos meus medos se resumem a isso, ao final. Natural, right? Acho que é o maior medo de todo mundo. É meio mórbido ficar pensando nisso, mas talvez seja preciso. Se eu voltar pra terapia, acho que focarei na questão…

No mais, a salinha nova vai muito bem também, obrigada novamente. A chefa acabou mudando a posição da sala, but that’s ok, nem ficou muito virada pra minha mesa não. Percorri dezenas de lojinhas e não encontrei um ‘tema’ pra minha mesa, então permaneço com ‘a fazenda’, com alguns poucos apetrechos novos. Aliás, pode parecer estranho, mas eu adoro ir trabalhar! Pois é, o trabalho nem é aquela maravilha, mas é legal, sinto que aprendo mais a cada dia, e a convivência com as pessoas é deveras agradável! E ainda tem o salário, que melhorou um cadinho, então…

Comentários aleatórios: o conceito de pessoas ‘distintas’ é engraçado, né não? Outro dia o muy querido quase chefinho da comunicação (fiz até um relato sobre minha primeira, confusa e equivocada visão sobre ele no blog antigo) fez esse comentário (“puxa, distinta ela, não?”) sobre uma das palestrantes de um evento, e foi tão preciso… ela tinha alguma coisa que eu não sabia explicar. E era isso, ela era distinta. O que me leva ao segundo comentário aleatório, sobre uma menina igualmente ‘distinta’ que faz yoga lá comigo. Eu só fiz uma aula com ela, mas o jeito de falar, a postura… tão distinta! Btw, ela era a namorada/noiva daquele menino que morreu escalando na África. Yep. 

Terminando com pequenos ensinamentos yoguísticos: “Yoga  não é relaxamento. É incômodo, desconforto… É perceber e respeitar seus limites, sem deixar de tentar avançar, sempre… Olhar pra dentro nunca é fácil, não é bonito”. Fala do professor fanfarrão. True.

Ps: sorry, o link para o post sobre o quase chefinho da comunicação tava errado! agora tá certinho!

Passei só para dizer que…

August 5, 2009 by erica l.

… voltei pra yoga! yé, yé! Eu tenho a força, sou invencível!!

Achei o professor meio ‘fanfarrão’ demais pro meu gosto, muito academia e bem pouco yoga, mas espero que seja só uma má primeira impressão! E tipos… não tem música na aula! Achei um absurdo! Coloquei lá nas minhas sugestões de aluna experimental! E quinta-feira estarei lá de volta! Yes, I can!

Namastê!

The Office

July 31, 2009 by erica l.

Fazendo jus ao posto de funcionária do mês, voltei aqui pra falar de meu ‘querido’ tralhabo! Quem sabe não rola um bi campeonato, não é mesmo?

Hoje fui resolver coisas contratuais, tipo escolher benefícios que na verdade são descontados do seu salário, optar pelo plano de saúde, que também é descontado do seu salário, e demais coisas do gênero ‘cadê o salário legal que tava aqui’. Isso porque ainda nem vi o rombo de INSS e afins! Anyways…

Essa coisa de exame admissional é lamentável, né não? Dois minutos de conversa, mede pressão, ‘tá ótima, boa sorte no novo emprego’ e tchau. Teatrinho idiota. Na hora que a ‘médica’, ou seja lá o que era aquele ser, me perguntou se eu não sabia ‘mais ou menos’ meu peso e altura, tendo uma balança em-frente foi o cúmulo do descaso.

Bom, mas não foi disso que vim falaaaaar… Vim falar sobre a salinha nooooova!! Que emoção!! Tô parecendo pinto no lixo!! Dá até vontade de ir pro trabalho, só pra ficar sentadinha em minha espaçosa e luxuosa suite presidencial! Ok, nem é para tanto, mas eu divirto com muito pouco, como já deve ter dado para perceber por meus instigantes relatos bloguísticos. Meus companheiros trabalhativos dizem que é alegria de recém contratado, acha tudo uma beleza. O que eu considero uma injustiça, afinal a gente estava trabalhando num mafuá completo, e agora trabalhamos em uma sala com bai-as! É ou não é motivo suficiente para tirar milhares de fotos no celular? E abraçar a mesa? E ficar horas planejando os novos apetrechos que precisam ser comprados para adornar o tão adorado recinto?? Eu acho! Aliás, fui no shopping só com esse intuito e não encontrei na-da que fosse digno de meu palacete!!

E veja que má sorte meus amigos funcionários públicos tiveram: logo essa semana, que mudamos da favela pra mansão, os avaliadores da insalubridade (um povo que vai lá ver o quão ruim é sua condição de trabalho… quanto pior, melhor para os funcionários, mais benefícios financeiros para compensar o sofrimento! Ou talvez fosse melhor não sofrer… Essa coisa de ‘benefícios’ ainda não está muito clara para mim…) estiveram lá avaliando o nosso cafofo!!

E veja que má sorte tive eu: fui sugerir uma mudança na disposição dos móveis da salinha da chefe que, por acaso, na posição anterior ficava sentada de frente para a tela de meu computador, e em minha autruísta nova proposta ficará de costas para mim e para a a sala inteira*, e fui mal interpretada… A chefa disse: “de quem foi a idééééia de me colocar virada pra parede???” e eu tive que me acusar. Mas acho que meus argumentos foram aceitos, porque, a despeito de ter ficado melhor para minha privacidade, a sala ficou mesmo muito mais espaçosa. Belive me. She did.

Mas nada disso é importante, porque amanhã faremos a primeira parte do open office – versão exclusiva para a ‘diretoria’ -, e acabei de receber a mensagem de uma companheira dizendo que “o bolinho de amendoim com chocolate tá garantido! oba!”, então… OBA!

Para terminar, segue um preview da minha linda mesinha, e outro da aranha inki-dinki que não subiu pela parede, mas ficou flutuando no ar entre a minha mesa e a da colega a frente! É, talvez eu tenha mesmo exagerado na escolha dos momentos dignos de fotos…

Ampla mesa de escritório

Contemplem a beleza e abstraiam a bagunça! Preciso escolher um novo tema para a decoração... O antigo, "A Fazenda" (segundo os companheiros), é muito last office...

Meu apurado faro jornalístico me disse para registrar esse momento. O tempo mostrará que a percepção do 'momento decisivo' da cena não foi em vão...

Meu apurado faro jornalístico me disse para registrar esse momento. O tempo mostrará que minha artística percepção do 'momento decisivo' da cena não foi em vão...

 

* * *

Só mais uma coisa: desde quando o povo do Green Day deixou de ser cool/whatever e virou emo/whathefuck?? Só percebi hoje num clipe ridículo aí, 21 não sei o quê… Se bem que aquela do ‘when setember ends’ já era bastante patética também… E a Beyoncé, hein? Que musiquinha chata aquela da Diva, hein?? Vou te contar… “meus ouvidos já não querem veeeer…” (!) Enfim, comentários de quem voltou para a vida de tv a cabo e não foi muito bem recebida, como vocês podem perceber…

* * *

Ah, sim, e chegou meu livro de síntese-de-obras-jornalistas-para-burricos-preguiçosos-que-querem-condensar-todo-o-conhecimento-da-área-em-um-só-livro-para-poder-estudar-para-concursos, então agora nem rola mais a desculpa de ‘não tenho material’… Damn

* Só um esclarecimento: de costas para a sala inteira porque a sala dela tem uma parede de vidro, e daria pra ver o que todo mundo estava fazendo. Já a minha mesa ela veria pela porta, num ângulo perfeito. É, eu sei que vocês não iam nem conseguir dormir se eu não tivesse esclarecido esse ponto…

Funcionária do Mês

July 19, 2009 by erica l.

É por essas e outras que, apesar de tuuuuudo, ainda vale a pena trabalhar naquele lugar…

Funcionária do mês - menina com chapéu de porquinho

E digo mais, fui a primeira colorida da galeria!! Ishhhhpia:

"Essa equipe é muito unida... e também muito ouriçada..."

"Essa equipe é muito unida... e também muito ouriçada..."

How long, how lo-o-ong…

July 7, 2009 by erica l.

Olá, compañeros! Passei para dizer que i’m still alive e que não me canso de ouvir os mesmos trechos das mesmas músicas do Michael Jackson em todas as emissoras de todas as coisas que emitem som! Sei lá que comoção é essa… estou totalmente influenciada… outro dia fiquei vendo um top 50 de clipes da criatura, e me deu uma angústia danada, uma coisa sem sentido, e olha que nem fã eu era, nem nada. Nada sou, nunca serei nada, mas tenho os sentimentos do mundo todo e tal e coisa, como já bem disse o Pessoa.

Passo também para dizer que meu aniversário veio e foi embora sem que eu notasse muito. Todo ano nessa época fico mais reflexiva da vida, faço planos de mudanças, esse tipo de coisa bem final de ciclo velho, feliz ciclo novo. Mas esse ano não foi assim. Muito trabalho, muito desânimo, nada de planos felizes. Não que o aniversário tenha sido ruim, não, not at all, só não foi muito… memorável. É. Acredito, entretanto, que seja digno de nota dizer que ganhei um chapéu de porquinho de presente de meus amigos do trabalho. O que reflete bem a seriedade de meu ser em todos os âmbitos de minha nada mole vida.

Informo também que meu companheiro atirador de casquinhas de tangerina vai mudar de trabalho, o que deveras me chateou! Já é o segundo querido companheiro de trabalho que se vai… Ainda que, assim como o primeiro, tenha ido dessa para uma melhor, isso não melhora as coisas para mim… egoísmo na veia, quero meus seres queridos perto de mim, oras!

Apresento nesse momento também meu formal e persistente intuito de ir na tal escola de yoga no dia de amanhã, finalmente fazer a bendita aula experimental. Estou precisando. Ando num desânimo danado, preciso sacudir o esqueleto, ou pelo menos dobrá-lo pra lá e pra cá pra ver se a situação melhora… Além da questão saculejativa do esqueleto, preciso focar no auto conhecimento, porque eu simplesmente não me entendo, and therapy still scares me e tudo o mais e também não tá dando conta sozinha… então… e lá vamos nós!

Termino dizendo que mal posso esperar para que a reforma de minha salinha trabalhística fique pronta… Vamos trabalhar em baias, sabe como é? Meu sonho!! Tô que não me aguento!! Ah, e tem a contratação também, que deve sair esse mês… Também espero ansiosamente por isso, mas fiquei sabendo que vai ter um montão de descontos no meu salário… essas coisas normais de serem descontadas e que eu desconhecia… e o que parecia tão interessante a princípio deve ficar mó sem graça… Mas enfim. Deixa a contratação chegar, depois eu desanimo!

Ah, sim, acho que posso dizer também, antes de me ir me a mim mesma, que minha mãe foi num clube das mulheres hoje. É. Despedida de solteira da futura esposa de um amigo do meu pai. Mamãe foi lá ver os ‘homi’ dançando, e papai ficou em casa comendo pãozinho com linguiça. Ah, esses tempos modernos…

Reflexão aleatória final: sabe o que me falta nessa vida, além de sanidade mental? Jogo de cintura. Devia vender em loja, faz uma falta danada!

Atualização extraordinária e temporária excluída: fim da promoção relâmpago!

O Aprendiz

June 22, 2009 by erica l.

E então eu não terei maiores problemas para pagar as prestações do meu novo – e magnífico! – celular. É, nada de desemprego. Semana passada foi uma montanha russa de emoções. Até terça já estava conformada em sair de meu trabalho, onde já estou quase criando raízes devido aos meus quase cinco anos de ‘dedicação total a você’. Mas aí, de repente, muda tudo, e agora vou ser super contratada, aparentemente com um salário interessante, direitos e todas essas coisas que não deviam me parecer tão incríveis, afinal é assim que deve funcionar quando você trabalha. Só preciso verificar a questão do auxílio celular…

Mas a mágica só aconteceu porque eu decidi finalmente dizer com todas as letras que eu sou gente e que não aceitaria mais um salário de indigente. E disse isso ciente das consequências, e acho que os chefões sentiram a firmeza, afinal a tão impossível contratação foi decidida em dois dias. É. Ainda tenho mais um mês de salário chuleba, mas ao que tudo indica, em ‘agosto de Deus’ as coisas vão melhorar. Esperemos. Mas logo agora eu acho que dei uma vacilada lá no trabalho, e mais uma vez só saberei as cenas dos próximos capítulos amanhã, mas enfim, nada muuuito grave (eu acho!), as pessoas erram, e eu também! Só meu timing que é realmente problemático… Mas enfim, vivendo e aprendendo.

No mais, ando mais alegrinha, menos dramática a respeito de coisas contra as quais não podemos lutar, como os temas tratados no último post. Foi bom também conversar com uns amigos em um sábado à noite regado a multi saborosos pastéis e cervejinha… só esse fato em si já seria deveras agradável, mas a parte positiva foi ver que eu não sou a única problemática medrosa, somos ao menos quatro assim nesse mundo de meu Deus. Malz aê, amiguinhos!

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E que coisa, 25 anos em pouco mais de 48 horas. Parece uma idade marcante, né? Assim, redonda! É… Aniversário é meio cansativo, né não? Tem que marcar alguma coisa com os amigos, decidir onde ir, receber parabéns de todos os lados, ficar sem graça e tudo o mais! Mas eu gosto. Só que essa semana tá bombante no trabalho, preferia chegar da ralação e cochilar o soninho dos inocentes – ou quase.

* * *

Ah, sim, e as pessoas são mesmo muito rancorosas. O amigo das tangerinas ainda não se conformou, como vocês podem perceber adiante:

O bom é que estou sempre limpinha! - diz a bolinha da discórdia.

O bom é que estou sempre limpinha! - diz a bolinha da discórdia.

Sobre celulares, morte e melancias

June 16, 2009 by erica l.

Boa noite, amiguinhos, é hora de mais um post da alegria!

Oi, meu nome é Érica, vou fazer 25 anos semana que vem e estou prestes a engrossar a estatística dos desempregados do país. Mas isso não é importante! O importante é que eu comprei o celular mais lindo de todos os tempos!! Meu timing para fazer dívidas é impressionante! Mas é sério, é mesmo o celular mais lindo de todos os tempos!!

Quando finalmente fiz minha primeira ligação com O celular, lembrei do João falando da alegria genuína e tal, e é lógico que o motivo de alegria dele era muito mais justificável que o meu… mas, em proporções diferentes, foi exatamente o que senti quando finalmente consegui desbloquear meu lindo e estiloso celular e colocar meu ‘bom’ e velho chip da Claro! Oh, yeah, baby, that’s happiness. Sério, como é fácil ter momentos felizes nessa vida. Um celular novo. Uma foto de um bicho qualquer com cara de bobo. Uma cena inusitada. Pessoas sendo esquisitas e nem percebendo. Incrivelmente fácil.

Estava hoje conversando no msn com um ex-companheiro de meu futuro-ex-trabalho sobre os momentos memoráveis* do curso de espanhol que fizemos juntos, no ano passado. Comédia pura. O comentário “mira quién habla” quando um menino de sexualidade deveras suspeita ousou fazer um comentário sobre a sexualidade de outro colega de turma. As inúmeras conversas em portunhol, que rendem até hoje. Os chutes nas provas… ‘helancia’ para melancia, quando o correto seria sandía. Parrot, na minha prova, e perrot, na dele, para papagaio… os dois problemáticos pensaram na mesma idéia idiota de fazer uma adaptação do inglês pro espanhol, quando a resposta certa seria um chute muito mais  óbvio… papagayo! Enfim, pequenos momentos de alegria pura.

Aí fico pensando nessas coisas, de felicidade, vida e tudo o mais. A terapia ontem foi bastante profunda, digamos assim, e falei sobre minha inquietude a respeito da finitude da vida… (só faltou o ‘oclinhos’ de aro preto agora!) Aliás, essa questão da morte e afins foi um dos amenos tópicos de conversa que tive com meu namorado no romântico feriado que se passou. Mas enfim, a questão é que essa coisa de que temos que morrer, e que isso pode acontecer de uma forma terrível qualquer, como foi com o povo do 447 (esses acidentes sempre me afetam excessivamente!) é uma idéia assustadora demais pra mim. A fragilidade da vida.

Andando pela passarela da Avenida Brasil sempre penso que um desconhecido enlouquecido qualquer pode simplesmente decidir me empurrar dali de cima… e aí, ‘mermão’, é isso, there’s no way, it’s over, good luck. Simples assim. E aí a vida vai ter sido ’só’ isso. Segundo minha terapeuta, a idéia é mudar um pouco o foco e, caso algo terrível aconteça, já que ninguém está mesmo livre disso, pensar** na vida como tendo sido ‘tudo isso’. Os momentos felizes. A helancia. Os bichinhos. A alegria por um celular novo. É, pode ser.

* * *

Ah, e o tópico desemprego é sério, mas só devo ter a definição disso amanhã, então… fiquem ligados! Ou não, sei lá, se você preferir pode ir assistir a um desenho animado ou fazer qualquer outra coisa mais divertida que você tenha em mente… 

E sobre o celular, é sério também, olha que belezura: de frente, ‘discostas‘… É claro que a foto não faz jus a todo seu charme… a iluminação que muda dependendo da hora do dia… assim como o tema do celular… <3 “nanana nana nana… this charmin’ cell phooooone… ” <3

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* momentos memoráveis. heh, legal. Enfim.
** Bom, não pensar pensar, porque, caso horrível aconteça, essa idéia de pensar vai ficar ‘meique’ ultrapassada…