22

January 27, 2010 by erica l.

Era aniversário dele. Aquele dia persistia impregnado de insistentes memórias. Por anos seguidos ela mandou discretas mensagens de felicitação, sempre prontamente respondidas. Entretanto, nunca recebeu qualquer outro sinal que não fosse uma educada retribuição. Aquele tinha se transformado no último vínculo da sempre frágil relação.

Luana decidiu, então, não se manifestar. Esqueceu a data, e justamente por isso pensou nela por quase todo o dia. Mas as horas se passaram e a decisão ficou cada vez mais leve, certa, natural. Ao final da tarde, andando pelas ruas, Luana já não pensava mais no que queria esquecer. Foi quando ela o viu.

Há 10 anos, desde que o destino tinha se encarregado de separá-los e nenhum dos dois tinha feito qualquer movimento contrário a isso, ela não o via. A não ser quando estava dormindo. Mas lá estava ela, acordada, e também ele, andando em sua direção. De óculos escuros. Ela olhou. Teve dúvidas se era mesmo ele. Era. Desviou o olhar. Olhou novamente. Pensou ter visto alguma reação. Ou talvez não. Cruzaram um pelo outro, sem se olhar. E porque não quis, antes ou naquele dia, mudar seu caminho, Joana nunca mais se esqueceu de não lembrar do dia 22. De dezembro.

Así es

December 15, 2009 by erica l.

Oi, amiguinhos! Here I am, with broken wings e tal, eu demoro mas apareço! Passei para fazer um breve relato da viagem trabalhística e dos demais pontos de interesse em minha vida; sendo assim, provavelmente ficaremos só na parte da viagem mesmo!

Felizmente a viagem surgiu no momento exato em que eu PRECISAVA sair do país, dado o lamentável acontecimento futebolístico sucedido na véspera de minha fuga desesperada para um lugar onde houvesse paz e nenhuma camisa rubro-negra à vista.

E lá fui eu...

Como sempre, tivemos o drama de ter que andar de avião. Inclusivelmente abri mão de minha passagem em classe executiva (???) só pra ir do lado da chefe, que tinha passagem em classe econômica (!?!). Tudo bem, fiz a alegria de alguns desconhecidos, estamos perto do natal, boas ações sempre caem bem. Nos vôos, tudo tranquilo, pequenas turbulências, mãos suadas na decolagem – ainda bem que tinha a chefa, que também tem medo de avião, para me dar a  mão -, só o de sempre… devo dizer que a tevezinha com problemas elétricos, que ficava abrindo e fechando sem parar, me deixou levemente preocupada em relação à manutenção da inacreditável máquina voadora, mas fora isso, tudo correu na mais santa paz.

Segundamente, preciso dizer que minha chefe é uma fofa, que foi uma ótima companhia – apesar de aparentemente não dormir, de ser levemente hiperativa e de ter me convencido a fazer yoga às 6 da matina, antes do evento - e que em janeiro, infelizmente, ela deixa de ser minha chefe, o que é bastante lamentável para mim, mas excelente para ela, que vai pra um lugar onde ela sempre sonhou trabalhar. Ela merece. 

O que me leva a um comentário de que eu sou mesmo bastante sortuda, dois chefes na vida, duas pessoas maravilhosas. Lucky, lucky eu, né não? A psicóloga diz que eu tenho mania de endeusar essas pessoas, mas ela não sabe de nada, posso até exagerar um pouco, mas eles são demais mesmo, sei reconhecer pessoas realmente especiais. Anyways, eu já até soube, em primeira mão, quem será minha nova chefe… já a conheço, simpatizo levemente, mas desconfio que o ciclo de alegria subordinada está chegando ao fim…

O trabalho que eu fui fazer rolou apenas parcialmente, porque eu deveria dar um treinamento em um sistema que não funcionou no dia do treinamento. Ótemo. Então fiz uma apresentação rápida apenas para não dizer que fui lá pra Guatemala – pois é, a viagem foi pra Guatemala – só para passear. Falei em espanhol e tudo, e incrivelmente não foi tão sofrido quanto eu imaginei que seria.

Os passeios foram poucos mas bons. Mas o que mais me impressionou foi que no dia que chegamos, em plena terça-feira, às 13h, entramos em uma missa e a igreja estava lotada. Um povo muito simples, pobre, alguns com as roupas típicas e coloridas, todos lá, em pleno dia, com sua fé… Sei lá, aquilo mexeu comigo. Mesmo com aquele mesmo ritual meio frio da igreja católica, as mesmas frases (em espanhol, legal!), tudo igual… As pessoas rezando em voz alta (‘te necesito, señor, te necesito…’), as crianças lin-das com suas roupinhas coloridas, todo mundo reunido ali, como tantos se reúnem em todo o mundo, em nome da fé, em busca de amparo… Percebi o quanto ando desamparada, e o quanto essa fé faz falta… Também conversei sobre isso com a querida futura ex chefinha, e ando pensando em realmente dar mais uma chance pra igreja católica e para mim mesma…

No mais, as pessoas por lá comem feijão no café da manhã; são mais bonitas quando crianças que adultas; no aeroporto não olham o certificado de febre amarela, o que foi uma grande sorte, pois eu não tinha tomado a vacina com a antecedência necessária; os vendedores tem uma fala decorada (‘qué procuras? pase adelante. buen precio’), que repetem como um mantra; outro mantra é o ‘así es’, usado como forma de concordar com o que você diz; aparentemente eles têm muitos terremotos por lá, talvez por conta dos vulcões, porque o que mais vimos foram ruínas arruinadas por conta das insistentes sacudidelas terrenas – inclusive teve uma na semana passada, escala richter 4; os ônibus são muito divertidos, coloridos e, grande parte deles, bem velhos; e mesmo os ’ônibus de luxo’ estão muito distantes do que conhecemos… percebi isso na viagem que fizemos para conhecer uma cidade Maia…  9 horas para ir, passeia o dia inteiro, depois mais 9 pra voltar, depois seguir direto para o aeroporto para mais 9 de avião até o Brasil – porque dormir é para os fracos! Para terminar, uma imagem de Tikal, a tal cidade Maia para onde viajamos. Valeu a pena o perrengue:

E não, o povo lá não tá levando a sério essa coisa de que o mundo acaba em 2012.

* * *

Quando voltei e falei com uma companheira trabalhística sobre o treinamento que eu deveria dar e que não houve, a reação dela foi dizer “que sortuda você, hein? foi lá só pra passear!”. Primeiro fiquei meio incomodada, porque realmente não acho que minha participação foi lá muito decisiva, por assim dizer. Mas depois, a mesma companheira que me deixou cismada, completou: “ah, menina, não esquenta não, você merece. Deus não faz essas coisas por acaso”. Así es.

Diário de uma ‘yogui’ sofrida

November 12, 2009 by erica l.

A yoga tem sido muito, muito pesada. Nunca fiz um exercício tão intenso… mesmo não sendo referência para nada, afinal não sou beeem o tipo atlético, creiam em mim quando digo: hea-vy. Nunca suei tanto, vejo as gotinhas de suor brotando por toda parte, do dedo do pé até a testa. Pingaaando de suor. Detalhe: nada de ventilador ou ar condicionado, e janelas apenas semiaberta, e só porque tá muuuito calor e o professor resolveu ser bonzinho. Quando saio da aula, parece que entrei de roupa e tudo debaixo do chuveiro e saí muitoloka na rua assim mesmo. Uma coisa horrorosa. E o professor, pessoa estranha, ainda passa a mão no braço dos alunos, secando o suor alheio. Eca total. E hoje, como eu já não tinha mais por onde suar e liberar líquidos, comecei a chorar no meio da aula. Não, não cai em prantos, mas chorei consideravelmente. O melhor é que ninguém percebe, porque as lágrimas se misturam no suor e o rosto atinge um grau de vermelhidão considerável só com a prática. Que coisa difícil, man. E se é tão tão ruim assim, porque me sinto tão bem ao final da sessão de tortura? Terei tendências sm? Anyways, não sei se vou conseguir/querer continuar nesse ritmo eternamente não… Não é à toa que a saudação no início e no final da aula é a si mesmo, pelo esforço e por permanecer na prática. Yep.

* * *

O melhor é ver a cara dos alunos da aula seguinte quando saímos da sala parecendo que estamos voltando da guerra… E a aula deles é ainda mais pesada que a nossa. I can’t imagine.

* * *

“Nossa, essa foi a aula mais pesada que eu já fiz na vida”, disse uma das meninas. Apenas sorri, não me senti mais tão sozinha. Mas não consegui articular nada em resposta… bebi minha águinha, peguei minha bolsa e saí de fininho… Enquanto isso, dizia a atendente da escola: “ah, assim que é bom, vocês estão novinhas”. É…

* * *

Eu comentei que só tem gente magra/forte/magra e forte na aula? Pois é. E tem também… eu.

* * *

Sobre as cenas dos próximos capítulos, acabou que sou eu mesma quem vou pra tal viagem. Acho que ficou tudo bem, mas eu queria acreditar nisso com mais afinco, porque eu realmente gosto muito da tal menina . Ela parece não ter mudado comigo, mas anda muito cheia de cochichos pra lá e pra cá… pode ser mania de perseguição minha, culpa, essas coisas… ou não. Time will tell…

I’m back, i’m back, you know me…

November 5, 2009 by erica l.

Então minha carreira de vidente acabou mais rápido que caixa de bombom aberta em meu lar apinhado (palavra legal!) de familiares esganalhudos. Pois é, ainda demorei um cadinho pra voltar, mas cá estou, para alegria da criançada! Estou retomando aos poucos as atividades normais após as férias. Voltei semana passada para a terapia, essa semana para a tentativa de dieta, ontem pra yoga, hoje para o blog, e amanhã provavelmente começarei a levar a sério essa coisa de que já faz um mês que voltei ao trabalho, logo é hora de voltar a trabalhar de verdade. Mentira, já voltei a trabalhar de verdade, mas passei por umas duas semanas de ‘quero-fazer-nada-tira-esse-computador-da-minha-frente-e-que-se-exploda-a-reunião-e-o-mundo’, sabe como é?

* * *

Então, já é tarde da noite, e proletárias como eu já deviam estar descansando suas carcaças cansadas e maltratadas há um bom par de horas, pelo menos. Mas minha alma atormentada continua aqui, desperta, encafifada (hoje tô que tô, hein?) com meu mais recente drama trabalhístico que se aplica à vida, ao universo e tudo o mais. O resumo da ópera é que estou em dúvida se estou querendo ser mais santa que o santo, ou se estou realmente fazendo a coisa certa. Na verdade, a dúvida já se dissipou, no momento em que apertei o ‘enviar’ e mandei um e-mail noturno para a chefa…

A questão é que surgiu a oportunidade de uma viagem trabalhística bacaninha… quer dizer, a viagem em si nem é grandes coisas, mas a oportunidade e o fato de ter sido escolhida para a bendita viagem foi sim, uma grande alegria. Tão grande que por uns longos minutos… horas… okei, um dia e meio, eu quis esquecer um pequenino detalhe: que era outra colega de trabalho quem deveria ir nessa viagem, a princípio, e ela ainda não está sabendo dessa ‘pequena’ mudança de planos. Depois de conversar com meu muy amado namorado, esse pequeno detalhe tomou as proporções devidas e decidi escrever pra chefa mandando ela reavaliar a decisão.

Fiquei na dúvida, pensei se minha companheira trabalhativa faria a mesma coisa no meu lugar, se eu não estava querendo ser correta demais em tudo, essa mania maldita e bendita ao mesmo tempo, mas decidi que esse era o melhor a ser feito mesmo. E apesar de meu namorado nunca entrar aqui (em compensação, outro dia ele ficou um tempão lendo e se divertindo horrores com o blog do João), eu queria deixar registrado o quanto é bom ter ao seu lado alguém que te faz ser uma pessoa melhor.

 Depois conto cenas dos próximos capítulos.

 * * *

Sobre o início do post da inveja (ando tão carregada de energias pouco ou nada positivas, não?) acho que, apesar de não ter dito nada, disse tudo que precisava. Que inveja é feio, que o que eu estava sentindo não era propriamente inveja, era recalque ou qualquer coisa nesse sentido. Só pra não deixar a ‘história’ pela metade, fiquei sabendo que um ser do passado que não considero lá muito talentoso, apesar de não o achar propriamente ruim, está trabalhando no Globo. E aí a primeira coisa que pensei foi: puxa, mas eles já foram mais exigentes, não? Depois vi que era puro recalque, principalmente porque eu não queria o emprego que ele tem. Questões mal resolvidas são um problema… Aliás, essa coisa toda de jornalismo é muito last week. A onda agora é, é comunicação institucional. Acho que to quase que totalmente decidida quanto a isso. Não vou nem comentar essa frase… ‘quase que totalmente decidida’… depois o globo é que já foi mais exigente… esse blog que já foi menos tosco… ou não… eu disse que não ia comentar… enfim!

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Fica trinta anos sem aparecer e me volta com um post gigante desses… mas é muito mala essa Érica mesmo…

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Dá liceeeeeeença, o blog é meeeeeu, esses post são tudo meeeeeeeu, tô postâaaaaando!!

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Erm… Segue uma imagem bem bonita da viagem de férias pra tentar compensar esse… essa… sei lá o que foi isso:

Entardecer_Veneza

Entardecer em Veneza. Foto do namorado, que é talentoso, bonitão, e gosta mais do blog do João (rimou!).

Trago a pessoa amada em 3 minutos

October 20, 2009 by erica l.

Post começado ontem:

“Milênios depois cá estou eu de volta, ainda não muito convencida de que esse post vai chegar ao final, mas tudo bem, “letra A, vamos começar…” e tudo o mais e tal e coisa.

A inveja é uma coisa muito feia, né não? Ainda mais quando não é inveja propriamente dita, mai”

Por aí fiquei, logo, “mãe Érica” acerta mais uma! Para consultas, favor entrar em contato e agendar previamente. Gracias.

Devo dizer, entretanto, que minha próxima previsão vaticina um post de verdade em breve!

Querido diário empoeirado…

September 5, 2009 by erica l.

Tempos que não apareço, né não? A vida anda muito trabalhativa! Isso até ontem, porque agora estou de f-é-r-i-a-s! Oh, yeah, babe, 30 dias inteiros sem visitar a avenida Brasil… e visitando lugares beeeem melhores! Vou passar 20 dias viajando, então isso aqui vai permanecer abandonado! Essa primeira semana fico moscando, descansando e planejando a super viagem… tentando não sofrer pela parte das 11 horas viajando em um avião… essas coisas prosaicas da vida!

A yoga vai bem, obrigada, o professor permanece fanfarrão, mas já me acostumei e até diria que simpatizo com ele. A terapia não vai, porque a psicóloga teve gripe suína e ficou à beira da morte… “Até padre apareceu lá na CTI…”, disse ela. Então nada de sessão já há um mês, mais ou menos. E eu não senti falta alguma. Talvez seja o mote para eu sair. Mas não sei se quero. Sei que não super preciso continuar, mas talvez seja bom… sei lá!

Aí eu tava lá yoga, em pleno shavásana (postura do cadáver), que é tipo um relaxamento ao final da prática, e cheguei à conclusão de que não é de avião que eu tenho medo – é da morte. Se eu tivesse certeza absoluta que aquela bodega fosse 100% segura eu não ia me importar em viajar todos os dias, se fosse necessário! Enfim, não sei se isso é uma coisa óbvia, mas foi tipo um estalo pra mim. Inclusive acho que, sei lá, 80% dos meus medos se resumem a isso, ao final. Natural, right? Acho que é o maior medo de todo mundo. É meio mórbido ficar pensando nisso, mas talvez seja preciso. Se eu voltar pra terapia, acho que focarei na questão…

No mais, a salinha nova vai muito bem também, obrigada novamente. A chefa acabou mudando a posição da sala, but that’s ok, nem ficou muito virada pra minha mesa não. Percorri dezenas de lojinhas e não encontrei um ‘tema’ pra minha mesa, então permaneço com ‘a fazenda’, com alguns poucos apetrechos novos. Aliás, pode parecer estranho, mas eu adoro ir trabalhar! Pois é, o trabalho nem é aquela maravilha, mas é legal, sinto que aprendo mais a cada dia, e a convivência com as pessoas é deveras agradável! E ainda tem o salário, que melhorou um cadinho, então…

Comentários aleatórios: o conceito de pessoas ‘distintas’ é engraçado, né não? Outro dia o muy querido quase chefinho da comunicação (fiz até um relato sobre minha primeira, confusa e equivocada visão sobre ele no blog antigo) fez esse comentário (“puxa, distinta ela, não?”) sobre uma das palestrantes de um evento, e foi tão preciso… ela tinha alguma coisa que eu não sabia explicar. E era isso, ela era distinta. O que me leva ao segundo comentário aleatório, sobre uma menina igualmente ‘distinta’ que faz yoga lá comigo. Eu só fiz uma aula com ela, mas o jeito de falar, a postura… tão distinta! Btw, ela era a namorada/noiva daquele menino que morreu escalando na África. Yep. 

Terminando com pequenos ensinamentos yoguísticos: “Yoga  não é relaxamento. É incômodo, desconforto… É perceber e respeitar seus limites, sem deixar de tentar avançar, sempre… Olhar pra dentro nunca é fácil, não é bonito”. Fala do professor fanfarrão. True.

Ps: sorry, o link para o post sobre o quase chefinho da comunicação tava errado! agora tá certinho!

Passei só para dizer que…

August 5, 2009 by erica l.

… voltei pra yoga! yé, yé! Eu tenho a força, sou invencível!!

Achei o professor meio ‘fanfarrão’ demais pro meu gosto, muito academia e bem pouco yoga, mas espero que seja só uma má primeira impressão! E tipos… não tem música na aula! Achei um absurdo! Coloquei lá nas minhas sugestões de aluna experimental! E quinta-feira estarei lá de volta! Yes, I can!

Namastê!

The Office

July 31, 2009 by erica l.

Fazendo jus ao posto de funcionária do mês, voltei aqui pra falar de meu ‘querido’ tralhabo! Quem sabe não rola um bi campeonato, não é mesmo?

Hoje fui resolver coisas contratuais, tipo escolher benefícios que na verdade são descontados do seu salário, optar pelo plano de saúde, que também é descontado do seu salário, e demais coisas do gênero ‘cadê o salário legal que tava aqui’. Isso porque ainda nem vi o rombo de INSS e afins! Anyways…

Essa coisa de exame admissional é lamentável, né não? Dois minutos de conversa, mede pressão, ‘tá ótima, boa sorte no novo emprego’ e tchau. Teatrinho idiota. Na hora que a ‘médica’, ou seja lá o que era aquele ser, me perguntou se eu não sabia ‘mais ou menos’ meu peso e altura, tendo uma balança em-frente foi o cúmulo do descaso.

Bom, mas não foi disso que vim falaaaaar… Vim falar sobre a salinha nooooova!! Que emoção!! Tô parecendo pinto no lixo!! Dá até vontade de ir pro trabalho, só pra ficar sentadinha em minha espaçosa e luxuosa suite presidencial! Ok, nem é para tanto, mas eu divirto com muito pouco, como já deve ter dado para perceber por meus instigantes relatos bloguísticos. Meus companheiros trabalhativos dizem que é alegria de recém contratado, acha tudo uma beleza. O que eu considero uma injustiça, afinal a gente estava trabalhando num mafuá completo, e agora trabalhamos em uma sala com bai-as! É ou não é motivo suficiente para tirar milhares de fotos no celular? E abraçar a mesa? E ficar horas planejando os novos apetrechos que precisam ser comprados para adornar o tão adorado recinto?? Eu acho! Aliás, fui no shopping só com esse intuito e não encontrei na-da que fosse digno de meu palacete!!

E veja que má sorte meus amigos funcionários públicos tiveram: logo essa semana, que mudamos da favela pra mansão, os avaliadores da insalubridade (um povo que vai lá ver o quão ruim é sua condição de trabalho… quanto pior, melhor para os funcionários, mais benefícios financeiros para compensar o sofrimento! Ou talvez fosse melhor não sofrer… Essa coisa de ‘benefícios’ ainda não está muito clara para mim…) estiveram lá avaliando o nosso cafofo!!

E veja que má sorte tive eu: fui sugerir uma mudança na disposição dos móveis da salinha da chefe que, por acaso, na posição anterior ficava sentada de frente para a tela de meu computador, e em minha autruísta nova proposta ficará de costas para mim e para a a sala inteira*, e fui mal interpretada… A chefa disse: “de quem foi a idééééia de me colocar virada pra parede???” e eu tive que me acusar. Mas acho que meus argumentos foram aceitos, porque, a despeito de ter ficado melhor para minha privacidade, a sala ficou mesmo muito mais espaçosa. Belive me. She did.

Mas nada disso é importante, porque amanhã faremos a primeira parte do open office – versão exclusiva para a ‘diretoria’ -, e acabei de receber a mensagem de uma companheira dizendo que “o bolinho de amendoim com chocolate tá garantido! oba!”, então… OBA!

Para terminar, segue um preview da minha linda mesinha, e outro da aranha inki-dinki que não subiu pela parede, mas ficou flutuando no ar entre a minha mesa e a da colega a frente! É, talvez eu tenha mesmo exagerado na escolha dos momentos dignos de fotos…

Ampla mesa de escritório

Contemplem a beleza e abstraiam a bagunça! Preciso escolher um novo tema para a decoração... O antigo, "A Fazenda" (segundo os companheiros), é muito last office...

Meu apurado faro jornalístico me disse para registrar esse momento. O tempo mostrará que a percepção do 'momento decisivo' da cena não foi em vão...

Meu apurado faro jornalístico me disse para registrar esse momento. O tempo mostrará que minha artística percepção do 'momento decisivo' da cena não foi em vão...

 

* * *

Só mais uma coisa: desde quando o povo do Green Day deixou de ser cool/whatever e virou emo/whathefuck?? Só percebi hoje num clipe ridículo aí, 21 não sei o quê… Se bem que aquela do ‘when setember ends’ já era bastante patética também… E a Beyoncé, hein? Que musiquinha chata aquela da Diva, hein?? Vou te contar… “meus ouvidos já não querem veeeer…” (!) Enfim, comentários de quem voltou para a vida de tv a cabo e não foi muito bem recebida, como vocês podem perceber…

* * *

Ah, sim, e chegou meu livro de síntese-de-obras-jornalistas-para-burricos-preguiçosos-que-querem-condensar-todo-o-conhecimento-da-área-em-um-só-livro-para-poder-estudar-para-concursos, então agora nem rola mais a desculpa de ‘não tenho material’… Damn

* Só um esclarecimento: de costas para a sala inteira porque a sala dela tem uma parede de vidro, e daria pra ver o que todo mundo estava fazendo. Já a minha mesa ela veria pela porta, num ângulo perfeito. É, eu sei que vocês não iam nem conseguir dormir se eu não tivesse esclarecido esse ponto…

Funcionária do Mês

July 19, 2009 by erica l.

É por essas e outras que, apesar de tuuuuudo, ainda vale a pena trabalhar naquele lugar…

Funcionária do mês - menina com chapéu de porquinho

E digo mais, fui a primeira colorida da galeria!! Ishhhhpia:

"Essa equipe é muito unida... e também muito ouriçada..."

"Essa equipe é muito unida... e também muito ouriçada..."

How long, how lo-o-ong…

July 7, 2009 by erica l.

Olá, compañeros! Passei para dizer que i’m still alive e que não me canso de ouvir os mesmos trechos das mesmas músicas do Michael Jackson em todas as emissoras de todas as coisas que emitem som! Sei lá que comoção é essa… estou totalmente influenciada… outro dia fiquei vendo um top 50 de clipes da criatura, e me deu uma angústia danada, uma coisa sem sentido, e olha que nem fã eu era, nem nada. Nada sou, nunca serei nada, mas tenho os sentimentos do mundo todo e tal e coisa, como já bem disse o Pessoa.

Passo também para dizer que meu aniversário veio e foi embora sem que eu notasse muito. Todo ano nessa época fico mais reflexiva da vida, faço planos de mudanças, esse tipo de coisa bem final de ciclo velho, feliz ciclo novo. Mas esse ano não foi assim. Muito trabalho, muito desânimo, nada de planos felizes. Não que o aniversário tenha sido ruim, não, not at all, só não foi muito… memorável. É. Acredito, entretanto, que seja digno de nota dizer que ganhei um chapéu de porquinho de presente de meus amigos do trabalho. O que reflete bem a seriedade de meu ser em todos os âmbitos de minha nada mole vida.

Informo também que meu companheiro atirador de casquinhas de tangerina vai mudar de trabalho, o que deveras me chateou! Já é o segundo querido companheiro de trabalho que se vai… Ainda que, assim como o primeiro, tenha ido dessa para uma melhor, isso não melhora as coisas para mim… egoísmo na veia, quero meus seres queridos perto de mim, oras!

Apresento nesse momento também meu formal e persistente intuito de ir na tal escola de yoga no dia de amanhã, finalmente fazer a bendita aula experimental. Estou precisando. Ando num desânimo danado, preciso sacudir o esqueleto, ou pelo menos dobrá-lo pra lá e pra cá pra ver se a situação melhora… Além da questão saculejativa do esqueleto, preciso focar no auto conhecimento, porque eu simplesmente não me entendo, and therapy still scares me e tudo o mais e também não tá dando conta sozinha… então… e lá vamos nós!

Termino dizendo que mal posso esperar para que a reforma de minha salinha trabalhística fique pronta… Vamos trabalhar em baias, sabe como é? Meu sonho!! Tô que não me aguento!! Ah, e tem a contratação também, que deve sair esse mês… Também espero ansiosamente por isso, mas fiquei sabendo que vai ter um montão de descontos no meu salário… essas coisas normais de serem descontadas e que eu desconhecia… e o que parecia tão interessante a princípio deve ficar mó sem graça… Mas enfim. Deixa a contratação chegar, depois eu desanimo!

Ah, sim, acho que posso dizer também, antes de me ir me a mim mesma, que minha mãe foi num clube das mulheres hoje. É. Despedida de solteira da futura esposa de um amigo do meu pai. Mamãe foi lá ver os ‘homi’ dançando, e papai ficou em casa comendo pãozinho com linguiça. Ah, esses tempos modernos…

Reflexão aleatória final: sabe o que me falta nessa vida, além de sanidade mental? Jogo de cintura. Devia vender em loja, faz uma falta danada!

Atualização extraordinária e temporária excluída: fim da promoção relâmpago!