Que menina linda… Malditas, malditas meninas lindas soltas nesse mundo. A pele branca, lisa, desconhecia imperfeições. Os cabelos muito pretos, levemente ondulados, o corte atual, ideal. Os olhos grandes, castanhos, sempre atentos. O sorriso que coroava todo o conjunto. Bia observava a senhorita perfeição e assim ocupava seu tempo no trajeto matinal do ônibus lotado. Olhava insistentemente para a pobre menina bonita que, além de tudo, como mulher segura de si, parecia ignorar toda existência humana ao seu redor. Afinal, ela estava sinceramente entretida em uma conversa com outra menina bonita, mas nem tanto. Céus, ela era tão bonita que Bia pensou que poderia ficar horas só observando seus movimentos. Considerou que tal pensamento era deveras esquisito de sua parte, e então teve a idéia de que poderia apresentá-la a algum amigo de quem gostasse muito. Listou os possíveis candidatos. Pensando melhor, talvez pudesse apresentá-la ao menino incrivelmente sexy sentado no banco da frente. Ou não. Será que ele tinha namorada? Provavelmente. Que cara de safado, que mãos… Bia achou que não era hora nem lugar para alimentar tais pensamentos e adentrar no segundo pecado capital do dia. Além do mais, não poderia apresentar pessoas que nem mesmo conhecia. Voltou então a olhar a menina. Maldita. E o pior de tudo: magra! Aí já era provocação demais. Puxou a cordinha e desceu cinco pontos antes de seu destino. Andar emagrece.
Menino e meninas
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February 18, 2010 at 5:24 pm
Como diria o Sean Kingston, o garoto gordinho suicida, “Damn all these beautiful girls”…
March 1, 2010 at 12:36 pm
I wish I was beautiful!!!
March 1, 2010 at 12:37 pm
voltou à literatura, menina? heh
March 26, 2010 at 2:49 pm
Gostei muito.
Gosto desse ritimo, todos esses pontos…
Beijos.
April 28, 2010 at 4:42 pm
Mulheres sempre acham defeito nas outras. Você não achou nenhum?
April 28, 2010 at 5:39 pm
hahaha… sujeito oculto esperto! achei sim! mas decidi cortar esse pedaço do texto. opa, quero dizer, não que isso seja uma história real, é puuura ficção… maaaas, digamos que no universo paralelo onde esse fato aconteceu, sim, eu encontrei um defeito, mas só em um outro dia. ela era gnoma. e olha que eu também sou, mas não tanto! não sabes a alegria que essa constatação me proporcionou. quer dizer, proporcionou à bia. é.
May 3, 2010 at 4:32 pm
Gnoma? hahahahahaha