Outrora agora

May 17, 2011
Poema de Fernando Pessoa

Na exposição do Fernando Pessoa, no Centro Cultural dos Correios, RJ. Só até domingo, #ficadica

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O bom filho…

February 15, 2011

Man, menos de um ano desde o derradeiro contato – como se fosse pouco tempo – e me sinto tão diferente dessa pessoa que escreveu o último post!

Ah, btw, olá, olá, voltei. Quer dizer, voltaaaaar eu não voltei não, mas deu vontade de dar uma passadinha, e agora pipocam (hum… pipoca!) em minha mente pensamentos travessos, vontade de criar um novo blog… Mas e preguiça, né? Porque se eu criar um novo blog, tipos, eu vou ter que e-s-c-r-e-v-e-r nele! Mó trabalho e tal… mas tô pensando! Se eu decidir, aviso por aqui, poeiras companheiras!

Mas então, so very diferent. Quer dizer, o trabalho continua essa batalha constante, aceitar, entender, conviver, superar… Já nem me lembro com certeza sobre quais ‘pauladas’ eu me referia… anyways, sem hematomas dignos de nota no momento.

Algumas coisas consideravelmente boas aconteceram ou estão para acontecer nesse campo. Passei no concurso público da minha instituição – yey! – e se a Dilminha deixar, olé, olê, olá… federal eu vou vira-ar! Fiquei uns dois meses fora de circulação, estudei feito uma canina, perdi minhas férias inteiras, chorei, me descabelei, sofri horrores achando que não tinha dado pé… mas deu. Oh, yeah, babe, hapiness.

Mas agora surge um papo esquisito aí, de corte de orçamento, de ‘se ferrou, aprovado em concurso, não queremos mais vocês, lero-lero’… Mas eu quero acreditar que tudo isso é só pra dar mais emoção à coisa…

Mas a mudança mais significativa foi a da Érica em casa. Altas reviravoltas familiares, verdades duras desabafadas, conversas, conciliação, paz. E um peso imenso que saiu das costas. É engraçado como a gente cria essas nuvens em cima de nossas cabeças, e é teoricamente tão fácil se desfazer delas… Dá uma assopradinha, cai a tempestade e então: here comes the sun. Porque é assim que acontece a chuva, vocês sabem! Deus assopra e começa a chover. Aquele papo de que São Pedro está fazendo faxina na casa é papo pra criancinha, seus bobocas! Ficafica! ;)

Aí que as barreiras diminuíram consideravelmente, apesar de não terem desaparecido totalmente. E nem devem, acho eu. Fico sempre tentando entender por que vive essa pequena ermitã dentro da já diminuta criatura que sou, ainda desconfio de ‘leves’ níveis depressivos, mas tenho aprendido a me aceitar assim. Quer dizer, já tive uma fase de maior aceitação, agora estou achando que está rolando uma leve regressão em um momento nada propício, então volto a me questionar, a pensar em me mexer, tomar uma atitude, fugir da inércia…

Continuo na terapia. Mais uma vez estou tentando retornar para a yoga. Não agüentei muito tempo com o professor fanfarrão e estou à procura. Como promessa pela aprovação no concurso, estou entrando no mês dois do total de seis de ausência de doce.

Minha irmã se casa em duas semanas, e eu vou ganhar alguns armários extra. É só o que consigo pensar, ainda não sei bem como me sentir em relação a essa mudança. Talvez porque ela já seja bastante ausente, principalmente devido a sua profissão. Ou talvez porque ela esteja fazendo um movimento que me parece cada vez mais próximo e natural. Ando pensando seriamente em crescer, ter minha própria vida, com minha própria casa, meu próprio marido (ui! que estranho escrever isso) e minhas próprias coisas! Não casei ainda não, mas o assunto está em pauta!

detalhe de bolo sendo cortado, com taças de champagne ao lado

Hum… diferente, mas nem tanto quanto eu achava. Yep.


And when you want to Live
How do you start?
Where do you go?
Who do you need to know?

Nada não.

May 19, 2010

Então, zilênios que não escrevo aqui. Mas a espera valeu a pena, afinal acabo de premiá-los com uma pérola de meu rico vocabulário: zi-lê-nios! Anota aí!

Bom, continuando. Ando deveras trabalhativa, e daí a longa ausência. Aprendendo uma série de coisas sobre convivência, trabalho, pessoas, vida, universo e tudo o mais. Tudo tem sido muito intenso por lá. Especialmente as pauladas. Aprendendo a ouvir e incorporar críticas. Teoricamente eu sempre soube, afinal a maior crítica de minha pessoa sou eu mesma, mas a idéia de ter pessoas o tempo todo me dizendo o que fazer – e o fato de elas terem razão, muito frequentemente – me irrita consideravelmente. Acho que por isso sou um tanto quanto fechada com pessoas, amigos, família e afins… As pessoas dão muito pitaco na vida alheia. Vão se intrometendo com seus narizes abelhudos. Fazendo comentários maldosos disfarçados de piadinhas.  Curiosidade travestida de preocupação. Eu detesto isso.

Ou vai ver que ando muito amarga. Na terapia eu me sinto correndo atrás de meu próprio rabinho, runnin’  in circleeees, sempre acabo voltando para as mesmas questões. Fora aquelas que deviam, mas nunca surgiram. Tem vezes que acho útil, tantas outras inútil, e meu rico dinheirinho continua escorrendo pelo ralo há uns bons… dois anos? Quase três? Caramba! Minha psicanalista – só no título, desconfio que não faça exatamente psicanálise – me disse que não sabe como eu continuo na terapia, sendo tão crítica e exigente com tudo e todos. Às vezes eu penso que é mais uma questão de inércia, que é o princípio mor que rege minha vida.

Mas aí eu venho com esse papo cinza aqui pra você(s) e para a terapeuta, mas no trabalho eu pareço uma palhaça. O dia inteiro rindo e fazendo piadinhas. Me relacionando com pessoas. E gostando, after all. Acho que isso me desgasta, vai contra a minha natureza ermitã. Chego em casa e tudo que eu quero é silêncio. Aí fico aqui, sozinha, deitada na minha cama, parecendo o zangado – pequena mal humorada.

Ando cansada dessa Érica em casa. Cansada do isolamento que eu criei para mim, mas ao mesmo tempo sem vontade de derrubar barreiras tão cuidadosa e solidamente erguidas. Já da Érica no trabalho eu ainda gosto, porque ainda estou me descobrindo, testando limites, errando, acertando, essas coisas. Então sou muitas. Tem também a pessoa que sou com meu namorado, que é outra. Ele é um oasis nesse meu mundo sedento por algum significado. E ele não precisa fazer nada além do que faz. Ele só precisa ser, estar. Ficar com ele me anestesia, me faz simplesmente abstrair as coisas e pessoas chatas da vida. É tão fácil… mas, novamente, esse isolamento em relação ao resto do mundo anda me cansando –  mas não ainda ao ponto de me fazer mudar. Como eu disse, a inércia…

Menino e meninas

February 18, 2010

Que menina linda… Malditas, malditas meninas lindas soltas nesse mundo. A pele branca, lisa, desconhecia imperfeições. Os cabelos muito pretos, levemente ondulados, o corte atual, ideal. Os olhos grandes, castanhos, sempre atentos. O sorriso que coroava todo o conjunto. Bia observava a senhorita perfeição e assim ocupava seu tempo no trajeto matinal do ônibus lotado. Olhava insistentemente para a pobre menina bonita que, além de tudo, como mulher segura de si, parecia ignorar toda existência humana ao seu redor. Afinal, ela estava sinceramente entretida em uma conversa com outra menina bonita, mas nem tanto. Céus, ela era tão bonita que Bia pensou que poderia ficar horas só observando seus movimentos. Considerou que tal pensamento era deveras esquisito de sua parte, e então teve a idéia de que poderia apresentá-la a algum amigo de quem gostasse muito. Listou os possíveis candidatos. Pensando melhor, talvez pudesse apresentá-la ao menino incrivelmente sexy sentado no banco da frente. Ou não. Será que ele tinha namorada? Provavelmente. Que cara de safado, que mãos…  Bia achou que não era hora nem lugar para alimentar tais pensamentos e adentrar no segundo pecado capital do dia. Além do mais, não poderia apresentar pessoas que nem mesmo conhecia. Voltou então a olhar a menina. Maldita. E o pior de tudo: magra! Aí já era provocação demais. Puxou a cordinha e desceu cinco pontos antes de seu destino. Andar emagrece.

22

January 27, 2010

Era aniversário dele. Aquele dia persistia impregnado de insistentes memórias. Por anos seguidos ela mandou discretas mensagens de felicitação, sempre prontamente respondidas. Entretanto, nunca recebeu qualquer outro sinal que não fosse uma educada retribuição. Aquele tinha se transformado no último vínculo da sempre frágil relação.

Luana decidiu, então, não se manifestar. Esqueceu a data, e justamente por isso pensou nela por quase todo o dia. Mas as horas se passaram e a decisão ficou cada vez mais leve, certa, natural. Ao final da tarde, andando pelas ruas, Luana já não pensava mais no que queria esquecer. Foi quando ela o viu.

Há 10 anos, desde que o destino tinha se encarregado de separá-los e nenhum dos dois tinha feito qualquer movimento contrário a isso, ela não o via. A não ser quando estava dormindo. Mas lá estava ela, acordada, e também ele, andando em sua direção. De óculos escuros. Ela olhou. Teve dúvidas se era mesmo ele. Era. Desviou o olhar. Olhou novamente. Pensou ter visto alguma reação. Ou talvez não. Cruzaram um pelo outro, sem se olhar. E porque não quis, antes ou naquele dia, mudar seu caminho, Luana nunca mais se esqueceu de não lembrar do dia 22. De dezembro.

Así es

December 15, 2009

Oi, amiguinhos! Here I am, with broken wings e tal, eu demoro mas apareço! Passei para fazer um breve relato da viagem trabalhística e dos demais pontos de interesse em minha vida; sendo assim, provavelmente ficaremos só na parte da viagem mesmo!

Felizmente a viagem surgiu no momento exato em que eu PRECISAVA sair do país, dado o lamentável acontecimento futebolístico sucedido na véspera de minha fuga desesperada para um lugar onde houvesse paz e nenhuma camisa rubro-negra à vista.

E lá fui eu...

Como sempre, tivemos o drama de ter que andar de avião. Inclusivelmente abri mão de minha passagem em classe executiva (???) só pra ir do lado da chefe, que tinha passagem em classe econômica (!?!). Tudo bem, fiz a alegria de alguns desconhecidos, estamos perto do natal, boas ações sempre caem bem. Nos vôos, tudo tranquilo, pequenas turbulências, mãos suadas na decolagem – ainda bem que tinha a chefa, que também tem medo de avião, para me dar a  mão -, só o de sempre… devo dizer que a tevezinha com problemas elétricos, que ficava abrindo e fechando sem parar, me deixou levemente preocupada em relação à manutenção da inacreditável máquina voadora, mas fora isso, tudo correu na mais santa paz.

Segundamente, preciso dizer que minha chefe é uma fofa, que foi uma ótima companhia – apesar de aparentemente não dormir, de ser levemente hiperativa e de ter me convencido a fazer yoga às 6 da matina, antes do evento – e que em janeiro, infelizmente, ela deixa de ser minha chefe, o que é bastante lamentável para mim, mas excelente para ela, que vai pra um lugar onde ela sempre sonhou trabalhar. Ela merece. 

O que me leva a um comentário de que eu sou mesmo bastante sortuda, dois chefes na vida, duas pessoas maravilhosas. Lucky, lucky eu, né não? A psicóloga diz que eu tenho mania de endeusar essas pessoas, mas ela não sabe de nada, posso até exagerar um pouco, mas eles são demais mesmo, sei reconhecer pessoas realmente especiais. Anyways, eu já até soube, em primeira mão, quem será minha nova chefe… já a conheço, simpatizo levemente, mas desconfio que o ciclo de alegria subordinada está chegando ao fim…

O trabalho que eu fui fazer rolou apenas parcialmente, porque eu deveria dar um treinamento em um sistema que não funcionou no dia do treinamento. Ótemo. Então fiz uma apresentação rápida apenas para não dizer que fui lá pra Guatemala – pois é, a viagem foi pra Guatemala – só para passear. Falei em espanhol e tudo, e incrivelmente não foi tão sofrido quanto eu imaginei que seria.

Os passeios foram poucos mas bons. Mas o que mais me impressionou foi que no dia que chegamos, em plena terça-feira, às 13h, entramos em uma missa e a igreja estava lotada. Um povo muito simples, pobre, alguns com as roupas típicas e coloridas, todos lá, em pleno dia, com sua fé… Sei lá, aquilo mexeu comigo. Mesmo com aquele mesmo ritual meio frio da igreja católica, as mesmas frases (em espanhol, legal!), tudo igual… As pessoas rezando em voz alta (‘te necesito, señor, te necesito…’), as crianças lin-das com suas roupinhas coloridas, todo mundo reunido ali, como tantos se reúnem em todo o mundo, em nome da fé, em busca de amparo… Percebi o quanto ando desamparada, e o quanto essa fé faz falta… Também conversei sobre isso com a querida futura ex chefinha, e ando pensando em realmente dar mais uma chance pra igreja católica e para mim mesma…

No mais, as pessoas por lá comem feijão no café da manhã; são mais bonitas quando crianças que adultas; no aeroporto não olham o certificado de febre amarela, o que foi uma grande sorte, pois eu não tinha tomado a vacina com a antecedência necessária; os vendedores tem uma fala decorada (‘qué procuras? pase adelante. buen precio’), que repetem como um mantra; outro mantra é o ‘así es’, usado como forma de concordar com o que você diz; aparentemente eles têm muitos terremotos por lá, talvez por conta dos vulcões, porque o que mais vimos foram ruínas arruinadas por conta das insistentes sacudidelas terrenas – inclusive teve uma na semana passada, escala richter 4; os ônibus são muito divertidos, coloridos e, grande parte deles, bem velhos; e mesmo os ‘ônibus de luxo’ estão muito distantes do que conhecemos… percebi isso na viagem que fizemos para conhecer uma cidade Maia…  9 horas para ir, passeia o dia inteiro, depois mais 9 pra voltar, depois seguir direto para o aeroporto para mais 9 de avião até o Brasil – porque dormir é para os fracos! Para terminar, uma imagem de Tikal, a tal cidade Maia para onde viajamos. Valeu a pena o perrengue:

E não, o povo lá não tá levando a sério essa coisa de que o mundo acaba em 2012.

* * *

Quando voltei e falei com uma companheira trabalhística sobre o treinamento que eu deveria dar e que não houve, a reação dela foi dizer “que sortuda você, hein? foi lá só pra passear!”. Primeiro fiquei meio incomodada, porque realmente não acho que minha participação foi lá muito decisiva, por assim dizer. Mas depois, a mesma companheira que me deixou cismada, completou: “ah, menina, não esquenta não, você merece. Deus não faz essas coisas por acaso”. Así es.

Diário de uma ‘yogui’ sofrida

November 12, 2009

A yoga tem sido muito, muito pesada. Nunca fiz um exercício tão intenso… mesmo não sendo referência para nada, afinal não sou beeem o tipo atlético, creiam em mim quando digo: hea-vy. Nunca suei tanto, vejo as gotinhas de suor brotando por toda parte, do dedo do pé até a testa. Pingaaando de suor. Detalhe: nada de ventilador ou ar condicionado, e janelas apenas semiaberta, e só porque tá muuuito calor e o professor resolveu ser bonzinho. Quando saio da aula, parece que entrei de roupa e tudo debaixo do chuveiro e saí muitoloka na rua assim mesmo. Uma coisa horrorosa. E o professor, pessoa estranha, ainda passa a mão no braço dos alunos, secando o suor alheio. Eca total. E hoje, como eu já não tinha mais por onde suar e liberar líquidos, comecei a chorar no meio da aula. Não, não cai em prantos, mas chorei consideravelmente. O melhor é que ninguém percebe, porque as lágrimas se misturam no suor e o rosto atinge um grau de vermelhidão considerável só com a prática. Que coisa difícil, man. E se é tão tão ruim assim, porque me sinto tão bem ao final da sessão de tortura? Terei tendências sm? Anyways, não sei se vou conseguir/querer continuar nesse ritmo eternamente não… Não é à toa que a saudação no início e no final da aula é a si mesmo, pelo esforço e por permanecer na prática. Yep.

* * *

O melhor é ver a cara dos alunos da aula seguinte quando saímos da sala parecendo que estamos voltando da guerra… E a aula deles é ainda mais pesada que a nossa. I can’t imagine.

* * *

“Nossa, essa foi a aula mais pesada que eu já fiz na vida”, disse uma das meninas. Apenas sorri, não me senti mais tão sozinha. Mas não consegui articular nada em resposta… bebi minha águinha, peguei minha bolsa e saí de fininho… Enquanto isso, dizia a atendente da escola: “ah, assim que é bom, vocês estão novinhas”. É…

* * *

Eu comentei que só tem gente magra/forte/magra e forte na aula? Pois é. E tem também… eu.

* * *

Sobre as cenas dos próximos capítulos, acabou que sou eu mesma quem vou pra tal viagem. Acho que ficou tudo bem, mas eu queria acreditar nisso com mais afinco, porque eu realmente gosto muito da tal menina . Ela parece não ter mudado comigo, mas anda muito cheia de cochichos pra lá e pra cá… pode ser mania de perseguição minha, culpa, essas coisas… ou não. Time will tell…

I’m back, i’m back, you know me…

November 5, 2009

Então minha carreira de vidente acabou mais rápido que caixa de bombom aberta em meu lar apinhado (palavra legal!) de familiares esganalhudos. Pois é, ainda demorei um cadinho pra voltar, mas cá estou, para alegria da criançada! Estou retomando aos poucos as atividades normais após as férias. Voltei semana passada para a terapia, essa semana para a tentativa de dieta, ontem pra yoga, hoje para o blog, e amanhã provavelmente começarei a levar a sério essa coisa de que já faz um mês que voltei ao trabalho, logo é hora de voltar a trabalhar de verdade. Mentira, já voltei a trabalhar de verdade, mas passei por umas duas semanas de ‘quero-fazer-nada-tira-esse-computador-da-minha-frente-e-que-se-exploda-a-reunião-e-o-mundo’, sabe como é?

* * *

Então, já é tarde da noite, e proletárias como eu já deviam estar descansando suas carcaças cansadas e maltratadas há um bom par de horas, pelo menos. Mas minha alma atormentada continua aqui, desperta, encafifada (hoje tô que tô, hein?) com meu mais recente drama trabalhístico que se aplica à vida, ao universo e tudo o mais. O resumo da ópera é que estou em dúvida se estou querendo ser mais santa que o santo, ou se estou realmente fazendo a coisa certa. Na verdade, a dúvida já se dissipou, no momento em que apertei o ‘enviar’ e mandei um e-mail noturno para a chefa…

A questão é que surgiu a oportunidade de uma viagem trabalhística bacaninha… quer dizer, a viagem em si nem é grandes coisas, mas a oportunidade e o fato de ter sido escolhida para a bendita viagem foi sim, uma grande alegria. Tão grande que por uns longos minutos… horas… okei, um dia e meio, eu quis esquecer um pequenino detalhe: que era outra colega de trabalho quem deveria ir nessa viagem, a princípio, e ela ainda não está sabendo dessa ‘pequena’ mudança de planos. Depois de conversar com meu muy amado namorado, esse pequeno detalhe tomou as proporções devidas e decidi escrever pra chefa mandando ela reavaliar a decisão.

Fiquei na dúvida, pensei se minha companheira trabalhativa faria a mesma coisa no meu lugar, se eu não estava querendo ser correta demais em tudo, essa mania maldita e bendita ao mesmo tempo, mas decidi que esse era o melhor a ser feito mesmo. E apesar de meu namorado nunca entrar aqui (em compensação, outro dia ele ficou um tempão lendo e se divertindo horrores com o blog do João), eu queria deixar registrado o quanto é bom ter ao seu lado alguém que te faz ser uma pessoa melhor.

 Depois conto cenas dos próximos capítulos.

 * * *

Sobre o início do post da inveja (ando tão carregada de energias pouco ou nada positivas, não?) acho que, apesar de não ter dito nada, disse tudo que precisava. Que inveja é feio, que o que eu estava sentindo não era propriamente inveja, era recalque ou qualquer coisa nesse sentido. Só pra não deixar a ‘história’ pela metade, fiquei sabendo que um ser do passado que não considero lá muito talentoso, apesar de não o achar propriamente ruim, está trabalhando no Globo. E aí a primeira coisa que pensei foi: puxa, mas eles já foram mais exigentes, não? Depois vi que era puro recalque, principalmente porque eu não queria o emprego que ele tem. Questões mal resolvidas são um problema… Aliás, essa coisa toda de jornalismo é muito last week. A onda agora é, é comunicação institucional. Acho que to quase que totalmente decidida quanto a isso. Não vou nem comentar essa frase… ‘quase que totalmente decidida’… depois o globo é que já foi mais exigente… esse blog que já foi menos tosco… ou não… eu disse que não ia comentar… enfim!

* * *

Fica trinta anos sem aparecer e me volta com um post gigante desses… mas é muito mala essa Érica mesmo…

* * *

Dá liceeeeeeença, o blog é meeeeeu, esses post são tudo meeeeeeeu, tô postâaaaaando!!

* * *

Erm… Segue uma imagem bem bonita da viagem de férias pra tentar compensar esse… essa… sei lá o que foi isso:

Entardecer_Veneza

Entardecer em Veneza. Foto do namorado, que é talentoso, bonitão, e gosta mais do blog do João (rimou!).

Trago a pessoa amada em 3 minutos

October 20, 2009

Post começado ontem:

“Milênios depois cá estou eu de volta, ainda não muito convencida de que esse post vai chegar ao final, mas tudo bem, “letra A, vamos começar…” e tudo o mais e tal e coisa.

A inveja é uma coisa muito feia, né não? Ainda mais quando não é inveja propriamente dita, mai”

Por aí fiquei, logo, “mãe Érica” acerta mais uma! Para consultas, favor entrar em contato e agendar previamente. Gracias.

Devo dizer, entretanto, que minha próxima previsão vaticina um post de verdade em breve!

Querido diário empoeirado…

September 5, 2009

Tempos que não apareço, né não? A vida anda muito trabalhativa! Isso até ontem, porque agora estou de f-é-r-i-a-s! Oh, yeah, babe, 30 dias inteiros sem visitar a avenida Brasil… e visitando lugares beeeem melhores! Vou passar 20 dias viajando, então isso aqui vai permanecer abandonado! Essa primeira semana fico moscando, descansando e planejando a super viagem… tentando não sofrer pela parte das 11 horas viajando em um avião… essas coisas prosaicas da vida!

A yoga vai bem, obrigada, o professor permanece fanfarrão, mas já me acostumei e até diria que simpatizo com ele. A terapia não vai, porque a psicóloga teve gripe suína e ficou à beira da morte… “Até padre apareceu lá na CTI…”, disse ela. Então nada de sessão já há um mês, mais ou menos. E eu não senti falta alguma. Talvez seja o mote para eu sair. Mas não sei se quero. Sei que não super preciso continuar, mas talvez seja bom… sei lá!

Aí eu tava lá yoga, em pleno shavásana (postura do cadáver), que é tipo um relaxamento ao final da prática, e cheguei à conclusão de que não é de avião que eu tenho medo – é da morte. Se eu tivesse certeza absoluta que aquela bodega fosse 100% segura eu não ia me importar em viajar todos os dias, se fosse necessário! Enfim, não sei se isso é uma coisa óbvia, mas foi tipo um estalo pra mim. Inclusive acho que, sei lá, 80% dos meus medos se resumem a isso, ao final. Natural, right? Acho que é o maior medo de todo mundo. É meio mórbido ficar pensando nisso, mas talvez seja preciso. Se eu voltar pra terapia, acho que focarei na questão…

No mais, a salinha nova vai muito bem também, obrigada novamente. A chefa acabou mudando a posição da sala, but that’s ok, nem ficou muito virada pra minha mesa não. Percorri dezenas de lojinhas e não encontrei um ‘tema’ pra minha mesa, então permaneço com ‘a fazenda’, com alguns poucos apetrechos novos. Aliás, pode parecer estranho, mas eu adoro ir trabalhar! Pois é, o trabalho nem é aquela maravilha, mas é legal, sinto que aprendo mais a cada dia, e a convivência com as pessoas é deveras agradável! E ainda tem o salário, que melhorou um cadinho, então…

Comentários aleatórios: o conceito de pessoas ‘distintas’ é engraçado, né não? Outro dia o muy querido quase chefinho da comunicação (fiz até um relato sobre minha primeira, confusa e equivocada visão sobre ele no blog antigo) fez esse comentário (“puxa, distinta ela, não?”) sobre uma das palestrantes de um evento, e foi tão preciso… ela tinha alguma coisa que eu não sabia explicar. E era isso, ela era distinta. O que me leva ao segundo comentário aleatório, sobre uma menina igualmente ‘distinta’ que faz yoga lá comigo. Eu só fiz uma aula com ela, mas o jeito de falar, a postura… tão distinta! Btw, ela era a namorada/noiva daquele menino que morreu escalando na África. Yep. 

Terminando com pequenos ensinamentos yoguísticos: “Yoga  não é relaxamento. É incômodo, desconforto… É perceber e respeitar seus limites, sem deixar de tentar avançar, sempre… Olhar pra dentro nunca é fácil, não é bonito”. Fala do professor fanfarrão. True.

Ps: sorry, o link para o post sobre o quase chefinho da comunicação tava errado! agora tá certinho!